quarta-feira, 8 de abril de 2009

[Cinema] Choke - Asfixia



"Uma comédia ordinária, satírica, psicótica." Há melhor para descrever este filme? Por acaso, há.

Ficha técnica:
Título original: Choke
Ano: 2008
Realização: Clark Gregg
Argumento: Clark Gregg (guião), Chuck Palahniuk (livro)
Elenco: Sam Rockwell, Anjelica Huston, Brad William Henke, Kelly MacDonald
Duração: 92 minutos
Comédia dramática

O argumento concentra-se em Victor (Rockwell), um empregado num rigoroso parque temático da América colonial. Para sustentar a mãe (Anjelica Huston), internada num hospital psiquiátrico, vai a restaurantes de luxo e finge engasgamentos, de forma a ser salvo por alguém, que o passará a ter como protegido. Além de ser um viciado em sexo, Victor tem ainda que lidar com uma revelação feita pela mãe, sobre a identidade do seu pai. Então, com a ajuda do amigo Danny (William Henke), um masturbador compulsivo, e da médica Paige (MacDonald), Victor irá partir numa descoberta das suas origens e de si mesmo.

Antes de mais, falemos de Palahniuk. Este senhor, além de ser um dos grandes nomes da literatura contemporânea, foi o autor de Clube de Combate, livro que deu origem ao fantástico filme com o mesmo nome. Ora, um filme de 2008 que no seu cartaz faça referência em letras gordas ao nome deste escritor, merece a nossa curiosidade e expectativa. No entanto, este Choke está bastante longe do encanto de Fight Club, embora pudesse estar quase ao mesmo nível. Apegando-se demasiado, na primeira parte, a uma comédia sexual com pouca substância, só amadurece lá mais para o fim, onde observamos que esta não é uma comédia teenager como American Pie, mas algo muito mais sério. Com a acidez sarcástica típica de Palahniuk, o filme desenrola-se com alguns momentos fortes, destacando-se Anjelica Huston num grande papel e a grande surpresa de MacDonald na recta final do filme. Sam Rockwell não se sai muito mal, embora outro talento pudesse dar mais fôlego ao filme. Referência ainda para as muitas cenas de sexo, que não sendo fenómenos de realização ou representação, não deixam de nos encher o olho.

É um bom esforço, e embora seja muito mais que uma comédia ordinária, satírica e psicótica, ficamos com a sensação que nos soube a pouco, e havia potencial para algo muito maior.

Classificação: 6/10



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