
Que a boa-nova seja pregada aos sete ventos: Sacanas Sem Lei é o melhor filme do ano.
Mas isto não deve ser surpresa para ninguém. Vindo de quem vem, só um grandioso filme era esperado, e Quentin Tarantino trata de não desiludir - na minha opinião, esta é a sua grande obra. Sou suspeito: não reconheço nada de genial em Pulp Fiction e ainda me faltam
grandes clássicos para completar a sua filmografia, mas Sacanas Sem Lei (magnífica tradução de Inglorious Basterds) habilita-se a estar no restrito grupo de filmes da minha vida.
grandes clássicos para completar a sua filmografia, mas Sacanas Sem Lei (magnífica tradução de Inglorious Basterds) habilita-se a estar no restrito grupo de filmes da minha vida.Comecemos pelo tema: Segunda Guerra Mundial. Por si só, já vale a pena o dinheiro do bilhete. Mas só de imaginarmos a mão de Tarantino a tocar num assunto tão delicado, que foi alvo de Oscares da Academia nas mais diversas categorias, a excitação é tal que é impossível combater o impulso de ir a correr para o cinema. E ainda por cima com a promessa de vermos um massacre de nazis sob as mãos de Brad Pitt e companhia. Porque afinal, é por isso que vamos ver Tarantino, porque temos a promessa vincada de sangue e violência.
No entanto, quem espera a chafurdice de Kill Bill Vol. 1, por exemplo, pode sair da sala ligeiramente desapontado.
Não é que não haja sangue e carne e violência, porque há tudo isto q.b.. Só que neste Sacanas Sem Lei, o requinte, a excelência chegam-nos de outros lados. O elenco: Christoph Waltz é simplesmente a alma do filme, encarnando um personagem genial, duma espécie que vai rareando, que consegue mexer no nosso íntimo e provocar violentas sensações. Mélanie Laurent, lindíssima, é dona de uma beleza frágil e que esconde na cor titónica dos seus olhos um desconcertante fatalismo. É também uma grande revelação e um talento a seguir de perto. Brad Pitt é, resumidamente, o bobo da corte, está ali para fazer rir o público. E consegue-o com algum aproveitamento.
Não é que não haja sangue e carne e violência, porque há tudo isto q.b.. Só que neste Sacanas Sem Lei, o requinte, a excelência chegam-nos de outros lados. O elenco: Christoph Waltz é simplesmente a alma do filme, encarnando um personagem genial, duma espécie que vai rareando, que consegue mexer no nosso íntimo e provocar violentas sensações. Mélanie Laurent, lindíssima, é dona de uma beleza frágil e que esconde na cor titónica dos seus olhos um desconcertante fatalismo. É também uma grande revelação e um talento a seguir de perto. Brad Pitt é, resumidamente, o bobo da corte, está ali para fazer rir o público. E consegue-o com algum aproveitamento. Mas tecer elogios a este filme e não falar do argumento seria um crime hediondo, comparável às barbaridades cometidas na época que o filme retrata. Tarantino esmerou-se e serve-nos uma estória deliciosa: deleitemo-nos com os diálogos riquíssimos, personagens fantásticas e um retrato dos anos 40 absolutamente inacreditável. Tudo isto acompanhado de uma realização primorosa e
dos toques "à lá Tarantino" que cunham os seus filmes. Destaque para a sequência final no cinema parisiense, qualquer coisa de abismal que me deixou ficar de boca aberta, literalmente.
dos toques "à lá Tarantino" que cunham os seus filmes. Destaque para a sequência final no cinema parisiense, qualquer coisa de abismal que me deixou ficar de boca aberta, literalmente.Não esquecendo também a banda-sonora - que segue os padrões a que Tarantino nos habituou - importa também referir um aspecto bastante ambíguo: o arrojo do realizador em mexer com personagens e cenas históricas sem medo de represálias de grupos que idolatram certos personagens do filme. E mais não digo, que não quero ser spoiler.
Concluindo, é um excelente filme que merece ser visto numa sala de cinema decente, não porque a apreciação do filme seja menor se for visto no PC ou no leitor que lê DVD's piratas lá de casa, mas porque o Tarantino, apesar de já ter os bolsos cheios, merece o dinheiro por ter feito esta obra-prima.
4 comentários:
very nice pedrinhoo !
Ora bem, não concordo que é o melhor filme do ano porque na minha opinião Ben Button e Changeling são superiores mas duvido que outro projecto o consiga destronar da terceira posição.
De resto, nada a dizer, totalmente de acordo.
Abraço
Bom texto, já vi todas as obras do Tarantino, sou um enorme fã e adorei o Pulp Fiction xD
Este filme foi óptimo :P
Tendo a concordar contigo. Não sei ainda se será uma obra-prima, acabei de o ver e tenho que reflectir, mas é um excelente filme sem dúvida!
A par de KILL BILL, o melhor de Tarantino!
Cumps.
Roberto Simões
CINEROAD - A Estrada do Cinema
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