Há melhores maneiras de alertar consciências.
Tudo começa quando várias esferas caem na superfície terrestre. A maior delas, que transporta Klaatu (Keanu Reeves) cai em, surpresa das surpresas, Manhattan. Helen (Jennifer Connely) é uma cientista escolhida para lidar toda esta situação. Após ganhar a confiança de Klaatu, ela vai descobrindo os seus verdadeiros objectivos.
Antes de dizer alguma coisa, este filme é um remake de um filme homónimo de 1951. Não sei se está melhor ou pior porque não o vi, mas pelas críticas, parece-me que está piorzinho.
Os trailers prometiam muito. Aliás, todos os filmes que se debrucem sobre o fim do mundo o fazem, todos têm excelentes campanhas de divulgação. Mas apliquemos o saber popular, "muita parra pouca uva". O conteúdo não costuma ser dos melhores e este O Dia Em Que A Terra Parou não é excepção.
Keanu Reeves tem um papel à sua medida. Como ET não tem que expressar sentimentos e isso fica-lhe mesmo bem. Connely também não foge muito à sua personagem típica, uma mulher cheia de dores e sem alegrias na vida que acaba por se envolver num acontecimento fantástico. O resto do elenco não faz nada merecedor de destaque.
O filme tem alguma acção mas talvez não tanta como um filme com esta premissa pede. Supostamente, o argumento tem como objectivo alertar-nos para as consequências do nosso modo de vida. Bem, seria boa ideia se não se concentrasse tanto nos efeitos especiais e em tornar o filme numa espécie de Guerra dos Mundos. Cai em vários clichés dos filmes apocalípticos como a existência de alguém em representação do Presidente dos EUA, um estado caótico das cidades mundiais e a destruição de Manhattan. Expliquem-me só porque é que Manhattan é sempre uma vítima neste tipo de situações (O Dia Depois De Amanhã, Impacto Profundo). Haverá alguma lei que diga "Em casos de destruição apocalíptica cinematográfica, Manhattan e apenas Manhattan será o cenário afectado"?
Tudo começa quando várias esferas caem na superfície terrestre. A maior delas, que transporta Klaatu (Keanu Reeves) cai em, surpresa das surpresas, Manhattan. Helen (Jennifer Connely) é uma cientista escolhida para lidar toda esta situação. Após ganhar a confiança de Klaatu, ela vai descobrindo os seus verdadeiros objectivos.
Antes de dizer alguma coisa, este filme é um remake de um filme homónimo de 1951. Não sei se está melhor ou pior porque não o vi, mas pelas críticas, parece-me que está piorzinho.
Os trailers prometiam muito. Aliás, todos os filmes que se debrucem sobre o fim do mundo o fazem, todos têm excelentes campanhas de divulgação. Mas apliquemos o saber popular, "muita parra pouca uva". O conteúdo não costuma ser dos melhores e este O Dia Em Que A Terra Parou não é excepção.
Keanu Reeves tem um papel à sua medida. Como ET não tem que expressar sentimentos e isso fica-lhe mesmo bem. Connely também não foge muito à sua personagem típica, uma mulher cheia de dores e sem alegrias na vida que acaba por se envolver num acontecimento fantástico. O resto do elenco não faz nada merecedor de destaque.
O filme tem alguma acção mas talvez não tanta como um filme com esta premissa pede. Supostamente, o argumento tem como objectivo alertar-nos para as consequências do nosso modo de vida. Bem, seria boa ideia se não se concentrasse tanto nos efeitos especiais e em tornar o filme numa espécie de Guerra dos Mundos. Cai em vários clichés dos filmes apocalípticos como a existência de alguém em representação do Presidente dos EUA, um estado caótico das cidades mundiais e a destruição de Manhattan. Expliquem-me só porque é que Manhattan é sempre uma vítima neste tipo de situações (O Dia Depois De Amanhã, Impacto Profundo). Haverá alguma lei que diga "Em casos de destruição apocalíptica cinematográfica, Manhattan e apenas Manhattan será o cenário afectado"?
Pelo menos faz-nos querer ver o filme até ao fim, o que já é uma mais valia. Os efeitos especiais também não estão mal, mas não só disso se faz um filme.
A mensagem final é clara. Só duvido que atinja o público através de robôs gigantes e insectos aliens destruidores.
Classificação: 5/10

1 comentários:
Penso que o núcleo do filme é interessante, a ideia e mensagem seriam incrivelmente boas se tivessem sido mais bem aproveitadas. Contudo, há momentos que são dignos de registo (como por exemplo, a ocasião em que Klaatu pede para falar com os líderes universais e a secretária dos Estados Unidos responde-lhe que basta falar com ela mesma, ou qualquer coisa assim).
Contudo, tem outras partes muito más, e quando tu referes "O resto do elenco não faz nada merecedor de destaque" discordo. O míudo, Jaden Smith, faz um papel profundamente irritante, e consegue transmitir na perfeição a horrível má construção de personagem que o argumento continha com uma actuação medíocre, que resulta num cliché ambulante de porporções ridículas. Mas pronto, dá-se o desconto que ele é novinho.
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