Uma importante lição sobre justiça e liberdade.
Neste filme de 1973, Steve McQueen é Henri Papillon, um homem encarcerado numa hostil colónia penal da Guiana Francesa, alegadamente por um crime que não cometeu. Consigo está Louis Dega (Dustin Hoffman), um indefeso contrafactor de dinheiro, que causou a ruína de muitos dos prisioneiros ali residentes. Esta amizade irá resistir a todas as adversidades, essas que irão levar a várias fugas dos prisioneiros.
Este clássico do cinema é baseado numa história real, a escrita pelo próprio Papillon na sua auto-biografia. Para quem leu esse livro, esta é considerada a pior adaptação literária de sempre e um desastre cinematográfico. Para quem não leu, é frequentemente rotulado como um dos grandes nomes do cinema. Entre estas duas opiniões, há alguns aspectos a apontar. Um deles é a fantástica interpretação de Steve McQueen, como um homem desesperado e profundamente injutiçado; outro é Dustin Hoffman, com uma bela representação de Dega, ainda que na sombra do seu companheiro; a banda sonora, nomeada para Oscar, é de um requinte impressionante; a fotografia, de estarrecer. Aspectos negativos são poucos, mas poderosos: a duração do filme é um grande entrave a apreciação do filme, as suas duas horas e meia, com muitos minutos mudos, embalam o espectador numa certa dormência. Também o argumento, por culpa dos argumentistas ou da própria vivência do autor, parece inacreditável, retirando ao filme o seu teor biográficoe dando-lhe uns toques de Indiana Jones.
No final, temos uma história de coragem, preserverança, justiça, lealdade e amizade. E além de dar todas estas lições, esta história hollywoodesca entretém, ainda que duvidemos se tudo se passou exactamente como nos contam.
Classificação: 8/10

1 comentários:
Não te fiques pela internet, porque é que nao envias estes posts para um jornal ou uma revista ou ate mesmo para a RTP2? Não perdes nada e até pode ser que gostem e que te peçam mais, estou a falar a serio.
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